Núcleo Hip-Hop em Ação promove 6° edição de projeto em combate às drogas

 Núcleo Hip-Hop em Ação promove 6° edição de projeto em combate às drogas

A 6ª Edição Projeto HIP-HOP Combate às Drogas acontece entre os dias 20 e 22 de janeiro em Cuiabá, com o objetivo de apresentar a Cultura Hip- Hop às pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social e expostas ao tráfico e uso de drogas e a marginalidade, criando uma campanha preventiva e informativa sobre dependência química. Outro fator importante do projeto é discutir como pessoas que vivem em situação de rua e que fazem uso abusivo de drogas lidam com os processos de exclusão social aos quais estão submetidos, observando de que forma os personagens que representam repercutem no reconhecimento de suas identidades.

Em meio ao isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus, a 6ª Edição Projeto HIP-HOP Combate às Drogas ganha novo formato, e segundo Manu Raul, idealizador e coordenador do Núcleo Hip-Hop em Ação, o importante é levar as pessoas em vulnerabilidade social, população em situação de rua e usuário de drogas, uma palavra de fé, de afago, cultura, informações sobre diversos temas: como prevenção, malefícios do uso de drogas, contato mais próximo da realidade em que passam, para podermos, inclusive encaminhá-los a instituições de saúde para recuperação do vício.

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O Núcleo Hip Hop em Ação usará de tecnologia para desenvolver esse Projeto Multicultural através de recursos como: utilização de Lives para ampliar ainda mais a discussão do tema entre as partes envolvidas (usuários de drogas, familiares, profissionais da área médica, movimento da cultura Hip Hop e população em geral). As Lives serão transmitidas pelo canal Instagram @manoraull.

Além da LIVE, a programação do evento acontecerá no próprio ambiente em que vivem esse público alvo, através de um Caminhão com Telão em Led, que irá percorrer diversos locais da cidade, onde justamente se concentram os usuários de drogas e moradores de rua, levando para estes locais, diversas apresentações gravadas de Break Dancers, músicas da cultura hip hop, Rappers, informações técnicas da equipe de saúde, psicólogos, instituições de apoio, apresentações culturais, músicas, distribuição da Cartilha DEPENDÊNCIA QUÍMICA É DOENÇA, distribuição de materialde higiene, e outros.

O projeto Hip Hop Combate às Drogas é uma ação realizada pelo Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação em rede com o Núcleo Hip Hop em Ação, patrocinada pelo governo do Estado de Mato Grosso, através da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, por meio de emenda parlamentar dos Deputados Estaduais: Dr. João José, Lúdio Cabral e Paulo Araújo, apoio institucional da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.

Informações: (65) 9 9635 3486 (Mano Raul)

IMPORTANTE SABER – A DEPENDÊNCIA QUÍMICA É UMA DOENÇA

Em 1964, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu que o uso abusivo de substâncias lícitas e ilícitas se caracteriza como uma dependência e não como um vício ou habituação. Isso porque a pessoa dependente não consegue controlar o desenvolvimento da sua escolha, que causa modificações clínicas em seu funcionamento cerebral.

O dependente químico não deve ser julgado pela óptica da moralidade ou visto como alguém com um transtorno ou “defeito” de personalidade. Ele é na verdade portador de uma doença crônica e de avanço progressivo que pode comprometer todos os aspectos de sua vida como físico, mental, emocional e social. As causas da dependência química são múltiplas e podem incluir fatores biológicos, genéticos, psicossociais, ambientais e culturais.

O uso de drogas atualmente é considerado um grave e complexo problema de saúde pública. Falar sobre drogadição é discutir o processo saúde/doença, considerando-se os modelos que contribuem para a compreensão do fenômeno no momento atual e das estratégias de intervenção estabelecidas.

Discutir a dependência química hoje exige uma reflexão sobre como a droga foi encarada ao longo da história, tendo em vista as questões de saúde/doença e os paradigmas hegemônicos em cada momento.

Infelizmente, não existe cura para a dependência química, contudo, existe o controle da doença como tratamento. As alterações cerebrais causadas pela droga são, em grande parte, irreversíveis. O cérebro guarda uma espécie de “memória” da droga por toda a vida, por conta disso, mesmo dependentes químicos em tratamento, que já passaram pelo processo de desintoxicação e estão livres de qualquer droga há décadas, certamente voltarão ao mesmo padrão excessivo da substância caso voltem a experimentá-la

Se você está desconfiado que as drogas estejam afetando alguém da sua família ou a si mesmo, é importante buscar por ajuda profissional para entender melhor o problema e receber um tratamento efetivo para a dependência química.

A doença, portanto, nada tem a ver com falta de caráter, ausência de força de vontade ou mau comportamento.

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Roger - Mais Que Fato

http://www.maisquefato.com.br

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