Estado não realiza concurso há 20 anos; razão motivou afastamento de Emanuel

 Estado não realiza concurso há 20 anos; razão motivou afastamento de Emanuel

Luiz Alves/Secom

Uma das razões do afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) realizado por decisão judicial nesta terça-feira (19) foi a não realização de concurso público para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Há cinco dias atrás, no dia 14 de outubro, servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES) protestaram por motivo semelhante contra o governador Mauro Mendes (DEM).

A situação do estado ainda é pior que a do município, segundo a ex-presidente do Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), Ana Cláudia Machado. Ela conta que foi realizado um primeiro concurso pelo estado no ano 2000 e mais tarde um concurso considerado “parcial” em 2002.

O Ministério Público, inclusive, sabe da situação há algum tempo. Em maio de 2019 foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo MP, através do promotor Alexandre Guedes, com o secretário de estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, para obrigar o estado a realizar concurso. O prazo do TAC venceu em maio deste ano e o concurso ainda não foi realizado.

“Eu não vi o MP se manifestando, afastando ninguém, é de se estranhar realmente, tem que ter interesse político em alguma coisa para que as coisas caminhem”, afirmou Ana Cláudia Machado. Segundo a sindicalista, a SES perde em média 100 servidores por ano, que se aposentam por tempo de serviço.

A atual presidente do Sisma, Carmem Machado, afirma que o governo tem focado em obras grandiosas, mas se esqueceu de pensar nos servidores públicos. Ela criticou as contratações temporárias que também são feitas pelo governo Mauro Mendes, por se tratar de medidas que visam indicações políticas.

“O governador aproveitou a questão da pandemia e fez um TAC na calada da noite com o MP, o TAC já se encerrou e até agora não se tem notícias do que vamos fazer para a Saúde”, afirmou Carmem. “Nós tentamos por inúmeras vezes imprimir um diálogo institucional capaz de atender minimamente a nossa categoria e infelizmente não conseguimos, nós temos provas inequívocas de inúmeros pedidos em que a gente não é atendido, então agora a categoria vai começar a se mobilizar e as respostas serão devidamente dadas nas runas”, completou.

Entraves na prefeitura

De acordo com a decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva que determinou o afastamento de Emanuel, a prefeitura criou entraves para a realização de concurso público. Em depoimento, a ex-secretária de Saúde Elizeth Araújo afirmou ao Ministério Público que apesar de ter adotados medidas para realizar o concurso chegou a ser pressionada para substituir servidores.

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