Agentes de endemias enfrentam pandemia para manter população livre do mosquito Aedes aegypti

 Agentes de endemias enfrentam pandemia para manter população livre do mosquito Aedes aegypti

A rotina de trabalho da agente de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Laura Marinho, começa logo nas primeiras horas do dia. Sem faltar um dia, sempre de segunda a sexta-feira, ela atua nessa função há pouco mais de dois anos. Atualmente, a região que ela percorre é a do Dom Aquino, um dos bairros mais tradicionais e populosos de Cuiabá.

Com roupa adequada para se proteger do sol e identificada como servidora da Saúde, Laura atende as residências para verificar se as orientações de prevenção da dengue e chikungunya, causadas pelo mosquito Aedes aegypti, estão sendo seguidas. Evitar água parada, lixo acumulado, entulhos e garrafas vazias estão entre os cuidados que devem ser tomados. No entanto, apesar da ampla divulgação, algumas pessoas ainda negligenciam essas etapas.

Apesar disso, Laura não desanima e continua com o trabalho de orientação e prevenção. Ela visita em média 30 casas. Desse total, cerca de 10 registram criadouros do mosquito. “O nosso papel é informar. Percebo que a maioria das pessoas já têm consciência, conhecem o que precisam fazer. A gente continua, dia após dia, visitando as residências, vamos levando os cuidados para prevenção da saúde”, contou.

O aposentado Oswaldo Francisco do Carmo, 74 anos, morador do Dom Aquino há mais de 50 anos, conta que, por descuido da vizinhança, já pegou dengue por duas vezes e também a chikungunya, sentindo até hoje os efeitos como muitas dores nas articulações. “Eu cuido muito bem da minha casa. Todos os dias retiro o lixo do quintal e verifico se tem água parada. Mas, alguns ainda não fazem o mesmo e a gente sofre com isso. Se todos cuidarem, os casos serão bem menores. É muito simples e fácil”, relata Osvaldo.

“Os trabalhos desses agentes são muito importantes, pois muitas vezes, podemos deixar algo passar despercebido, mas quando vemos a Laura batendo à nossa porta logo lembramos. No entanto, tem gente que persiste no erro”, reforçou o morador.

O supervisor da Distrital Leste, Daniel Silveira Cintra, explica que, em razão da pandemia da Covid-19, todos os cuidados de biossegurança sanitária estão sendo seguidos, como o uso de álcool gel, máscaras de proteção e o distanciamento social. O programa de prevenção da dengue é considerado um serviço essencial.

“Não podemos parar. Além da Covid-19, existem outras doenças que com a prevenção individual os casos podem ser evitados, pois sem a presença do mosquito transmissor, não tem a doença. Todos devem fazer a sua parte. Com a união de esforços, teremos mais qualidade de vida e uma população saudável”, assegurou o supervisor.

“A orientação é que faça mesmo que a distância. O trabalho da Saúde é informar. Explicar os cuidados preventivos é a nossa missão. Cuidar da saúde e segurança da população”, concluiu Daniel.

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