Candidato à Prefeitura de Sorriso chama juiz de “frango morto”, após ter registro barrado

 Candidato à Prefeitura de Sorriso chama juiz de “frango morto”, após ter registro barrado

(Foto: reprodução)

O candidato à Prefeitura de Sorriso (a 503 km de Cuiabá), Júnior Cesar Leite da Silva, conhecido como “pé no chão”, teve o registro indeferido por não possuir quitação eleitoral, já que em 2016, deixou de prestar contas à Justiça. Por ter a candidatura barrada pelo juiz eleitoral, Anderson Candiotto, em um vídeo, o candidato chamou ele de “frango morto” e “covarde”.

A propaganda eleitoral do candidato deverá ser suspensa nas emissoras de rádio e televisão, além do nome dele ser excluído das urnas. A ação de impugnação de registro de candidatura foi ajuizada pela promotora de Justiça eleitoral, Maisa Fidelis Gonçalves Pyrâmides.

“Esse juiz está atropelando o processo. Esse juiz é um covarde. Isso se chama um frango, um frango morto. É um covardão. O que o senhor está fazendo comigo, que eu nem estou dormindo preocupado, o senhor vai pagar caro. Não sou eu que estou te ameaçando, o senhor vai se arrepender pelo resto da sua vida”, disse Junior Cesar no vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), o registro da candidatura de Junior Cesar foi solicitado pelo partido PC do B. A promotora eleitoral então requereu o indeferimento em caráter definitivo argumentando que o candidato não prestou contas de campanha anterior.

Maisa Pyrâmides ressaltou que a decisão impede o candidato de obter a certidão de quitação eleitoral durante o curso do mandato ao qual concorreu. “Assim, todos os candidatos que tiveram suas contas julgadas como não prestadas nas eleições de 2016 encontram-se sem quitação eleitoral para poderem disputar o pleito de 2020”, afirmou.

O candidato chegou a interpor embargos de declaração, considerados “intempestivos” e “meramente protelatórios” pelo juízo da 43ª Zona Eleitoral de Sorriso. Porém, não foi aceito e a decisão foi mantida.

“Importante novamente consignar que o mérito da impugnação (falta de quitação eleitoral) sequer foi objeto de contestação, não havendo nos embargos qualquer fundamentação jurídica capaz de alterar a situação de inelegibilidade do candidato”, argumentou o juiz eleitoral Anderson Candiotto

Clique aqui e veja o vídeo.

Digiqole ad

Notícias relacionadas