Estudo aponta que Hidroxicloroquina aumentou mortes em pacientes com covid-19

 Estudo aponta que Hidroxicloroquina aumentou mortes em pacientes com covid-19

Foto: Divulgação/Internet

De acordo com o estudo publicado pela revista científica Nature, o uso de hidroxicloroquina por pacientes com covid-19 gerou um aumento na mortalidade. A matéria foi divulgada na última quinta-feira (15). Foram analisados 19 estudos envolvendo a hidroxicloroquina e a cloroquina.

Ainda conforme a revista, em relação à cloroquina, o estudo aponta que o medicamento não tem influência, ou seja, não aumenta a chance de o paciente morrer, mas tampouco ajuda na recuperação. “O tratamento com hidroxicloroquina está associado com o aumento de mortes de pacientes com covid-19, e não há benefícios na cloroquina”.

Na pesquisa, foram considerados estudos clínicos feitos randomicamente com pacientes com casos confirmados ou suspeitos de covid-19, submetidos a um tratamento com cloroquina e hidroxicloroquina. Foi analisado também, um grupo de controle que recebeu placebo ou nenhum tratamento.

Segundo o médico Gerson Salvador, especialista em infectologia e em saúde pública, ‘Esse estudo é uma meta-análise, publicada em uma das revistas científicas mais importantes do mundo”.

O estudo aponta ainda, que a hidroxicloroquina é uma cloroquina modificada e costuma ter menos efeitos adversos. Mas, o efeito biológico das duas é o mesmo.

“É uma evidência definitiva. A gente já estava convencido, mas é uma evidência definitiva para quem ainda prescreve cloroquina dizendo que não tem estudos, não tem dados, que indica com potencial beneficio”, afirma. “Então, quem está dando esse medicamento, está aumentando a chance de as pessoas morrerem”, pontuou o médico.

Mortes no Brasil

Na cidade de Alecrim, no Rio Grande do Sul, um homem de 69 anos, morreu após receber nebulização com hidroxicloroquina. O paciente estava com Covid-19 e teve o tratamento prescrito pelo médico Paulo Gilberto Dorneles. De acordo com informações do jornal Zero Hora, o caso aconteceu em março.

Lourenço realizou quatro sessões de nebulização com hidroxicloroquina diluída, apesar de a família do paciente não ter autorizado o uso do medicamento.

Ainda no Rio Grande do Sul no município de Camaquã, outros três pacientes com Covid-19 medicados com hidroxicloroquina inalável morreram. As mortes aconteceram entre 22 e 24 de março. O Hopistal Nossa Senhora Aparecida, onde os pacientes estavam internados, ainda não confirma que as mortes têm conexão direta com o tratamento alternativo, mas os enfermos, que tinham estados clínicos graves e estáveis, morreram após o início do tratamento.

O tratamento experimental, que é feito por meio da nebulização da droga diluída em soro fisiológico, ainda foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma live na semana passada.

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