“Sejamos sinceros: falta vontade!” diz Janaina após veto de distribuição de absorventes

 “Sejamos sinceros: falta vontade!” diz Janaina após veto de distribuição de absorventes

Foto: Reprodução/Internet

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), fez uma publicação em suas redes sociais nesta sexta-feira (8), criticando o veto do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), a projeto de distribuição gratuita de absorventes femininos. Para a deputada, falta vontade por parte dos governantes irem em frente com essa ação, de ajudar mulheres sem condições de manter a higiene íntima.

“Sejamos sinceros: falta vontade! Falta vontade por parte do governo do Estado de Mato Grosso, falta vontade por parte do governo Federal. Muitas prefeituras, fizeram a lei ou sancionaram leis de vereadores que garantem a distribuição de absorventes para mulheres em situação de rua, vulneráveis ou matriculadas em escolas públicas. São vários os gestores que tem noção do problema. Não é somente por falta de indicar de onde sairia o dinheiro, é porque não conseguem compreender a dimensão do problema que é a Pobreza Menstrual”, diz trecho da publicação.

A decisão do presidente trouxe novamente ao debate o conceito de “pobreza menstrual” e a dificuldade de promover políticas públicas capazes de acolher estudantes de baixa renda de escolas públicas e pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, 25% das meninas entre 12 e 19 anos deixaram de ir à aula alguma vez por não ter absorventes. Faltam absorventes e informação: segundo um relatório da Unicef, mais de 60% das meninas, em todo o mundo, não são suficientemente informadas sobre a menstruação, o que pode tornar traumatizante os primeiros ciclos.

Janaina ainda comparou a possível distribuição de absorventes com a distribuição de camisinhas. “Que assim como a distribuição gratuita de camisinhas evita doenças, a distribuição de absorventes tem a mesma finalidade. Muito além da camisinha, quando se trata de dignidade, o absorvente traz conforto, reduz a desigualdade e nos torna iguais. Parece pouco, mas é oportunidade, é questão de humanidade, é empatia e compaixão. Chega de usar miolo de pão, papel higiênico ou pano lavável. Menstruar não é uma escolha!”.

Ainda na postagem, a parlamentar desafiou o Governo Federal e do Estado para que destinassem projetos com o intuito de ajudar as mulheres que passam por esse tipo de situação.

“Então, se o problema era de onde ia sair o dinheiro, desafiamos o governo de Mato Grosso e o Governo Federal a destinarem projetos de autoria própria para as respectivas Casas Legislativas. Precisamos encarar os problemas com inciativa, audácia e rapidez. O tempo urge e as mulheres não mais ficarão caladas. Quando pedimos representatividade é porque não nos sentimos representadas com atitudes que tornam nossa sobrevivência irrelevante. O momento das mulheres se aproxima, a virada feminina é eminente, não mais aceitaremos os restos e as desculpas”, finalizou.

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