Semana do Migrante: Beco do Candeeiro conta com exposição de fotos, feira gastronômica e apresentações culturais

 Semana do Migrante: Beco do Candeeiro conta com exposição de fotos, feira gastronômica e apresentações culturais

A programação semanal do Beco do Candeeiro contou com a participação especial da população imigrante da capital. Na noite dessa  quinta-feira (24),  se registrou a apresentação do espetáculo “Luz Candeeiro” com participação do Grupo Camerata, do grupo de siriri Flor do Campo e narração de Edmilson Maciel, do cantor Raul Fortes e do grupo de ritmos latinos Studio de Dança K.A Dance. O evento é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, para comemorar a Semana do Migrante na Capital. Os fotógrafos Juliana Arini, Rodolfo Luiz, Emanoele Daiane e Bruna Obadowsky – montaram uma exposição a entrada do espaço com retratos de famílias de imigrantes.

 “A gente tem no mês de junho duas datas muito importantes, dia do migrante e do imigrante que  é comemorado agora no dia 25. Então, para tratar desse tema, foi instituída uma lei municipal que trata da semana do migrante, que busca  visibilidade, demonstrar um pouco da tradição desses povos que escolheram a nossa Capital como lar, nesse sentido tivemos palestras, debates, rodas de conversa e outros. E nessa semana  escolhemos o Beco para encerrar com uma feira cultural e gastronômica. Nessa data a gente traz arte, canto, cultura e culinária para que todos conheçam a cultura dessa população. Hoje temos apresentação de dança e exposição de fotografias”, conta a secretária Hellen Ferreira, titular da pasta de Assistência Social do Município.
Nesta sexta (25), a noite é toda com programação do projeto Beco do Imigrante, com apresentações musicais, exposição fotográfica e produtos e acessórios africanos, além de feira gastronômica. A programação conta com representantes do Haiti, Venezuela, Senegal e Guiné Bissau. O evento é gratuito e segue todas as medidas de biossegurança.
RESTAURAÇÃO

Famosa pelos candeeiros, a rua mesmo tem nome de Rua 27 de Dezembro, data em que ocorreu o ataque paraguaio contra o Forte de Coimbra, às margens do rio Paraguai, no município de Corumbá, em 1864. O fato foi um marco de resistência do exército brasileiro contra a investida paraguaia, que culminou com o início da Guerra do Paraguai, quando a tropa brasileira desiste e retira-se do forte, que é tomado em 29 de dezembro pelos paraguaios.

A obra contou com apoio das Secretarias de Ordem Pública, Assistência Social e também do Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) foi uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro que busca o fomento ao turismo e a cultura.

De acordo com o projeto, o local foi restaurado com objetivo de chegar o mais próximo de sua construção original. A pavimentação da rua foi refeita utilizando os mesmos paralelepípedos de outrora que ainda estão no espaço. A calçada rebaixada, as fachadas das casas restauradas com cores originais e os candeeiros antigos foram substituídos por réplicas com iluminação moderna.

O investimento para restauração do local foi de R$ 247 mil, fruto de um Termo de Ajuste de Compromisso (TAC) e faz parte do calendário de entregas em comemoração ao aniversário de 302 anos de Cuiabá, um resgate histórico da arquitetura local.

SEGURANÇA

No Beco também funciona o projeto de uma Base Integrada do Centro Histórico, que executa ações para garantir a proteção do patrimônio histórico na região e também oferece serviços de saúde e acolhimento à população em situação de rua. O projeto é executado em parceria com a Secretaria de Ordem Pública, Secretaria de Saúde, Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Secretaria de Mobilidade Urbana e também terá o apoio da Polícia Militar.

A rua também é sede de uma das lojas da Associação Homens e Mulheres de Fibras, formada por cerca de 300 artesãos da capital. O espaço foi concedido pela Prefeitura de Cuiabá para comercialização de peças artesanais em tecido, jornal, vidro e madeira, com temáticas que permeiam a cuiabania e cultura mato-grossense. Todo o dinheiro da venda fica para os artesãos, que arcam apenas com os custos de manutenção do local, sem cobrança de aluguel.

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