Wilson Santos diz que Galvan ‘falou muito e respondeu pouco’ durante CPI da Sonegação

 Wilson Santos diz que Galvan ‘falou muito e respondeu pouco’ durante CPI da Sonegação

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, deputado Wilson Santos (PSDB), afirmou após a oitiva do presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, que o depoimento do produtor rural foi pouco produtivo e insuficiente. A oitiva aconteceu na manhã desta sexta-feira (24).

Os deputados abriram a investigação, após apontarem que a associação recebe anualmente recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), o que levantou a suspeita de malversação das quantias de dinheiro público usado pela gestão.

“O presidente Galvan falou muito e respondeu pouco. Ele não trouxe uma prestação de conta dos R$ 138 milhões, deixa os deputados com dúvidas na cabeça e há projetos na Casa para acabar com esse fundo ou determinar a obrigatoriedade de prestação de contas à Assembleia. Porque quem criou esse fundo foi o Parlamento Estadual, e nós temos o direito e vamos exigir a prestação de contas, nós temos denúncias até do filho do presidente. A corrupção dentro da Aprosoja foi feita com recursos autorizado pela assembleia, que é o pai deste fundo. Nós não vamos parar por aqui, foi apenas o começo” declarou Wilson Santos.

Durante o depoimento, Galvan voltou a afirmar que não existe dinheiro público na Aprosoja, e que os repasses dos produtores para o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro) seriam privados. O fato está sendo investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

De acordo com as investigações, o Governo do Estado afirmou que entre o período de 2019 a 2021, a Aprosoja recebeu R$ 138 milhões via Fethab. Este dinheiro é resultado de um convênio para fortalecer o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Igro), conforme lei estadual criada em 2019.

Em relação ao Governo do Estado de ter também recebido dinheiro, o deputado disse que essa ação do governo foi imoral. “Pode ser até legal mais é imoral, é um absurdo o Governo do Estado de Mato Grosso utilizar da sua estrutura fiscal e logística para receber dinheiro, pra fundo privado. Sobre esses dinheiros para fundos privados há denúncias gravíssimas de corrupção. Então é um absurdo em cima do outro”.

Antônio Galvan é suspeito de ter desviado quase R$ 500 milhões do Fethab em 2000, quando foi presidente da Aprosoja Mato Grosso. A CPI investiga essa denúncia, já que de acordo com a Controladoria Geral do Estado trata-se de recursos públicos.

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