Xavantes dão início à primeira colheita de arroz: “É isso que queremos”

 Xavantes dão início à primeira colheita de arroz: “É isso que queremos”

comunidade indígena Xavante do Sangradouro, que abrange os municípios de Primavera do Leste, Poxoréu, General Carneiro e Novo São Joaquim, deu início à colheita do arroz plantado no final do ano passado, através do projeto Independência Indígena, em parceria com o Governo de Mato Grosso.

O pontapé foi dado nesta sexta-feira (23.04), em ato simbólico que contou com a presença de diversas autoridades políticas e de 57 caciques das aldeias que serão beneficiadas com a ação.

Além do Governo, o Independência Indígena também tem como parceiros o Sindicato Rural de Primavera do Leste e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Neste primeiro momento, a produção será voltada à subsistência da comunidade, mas a expectativa é de que em breve o plantio seja comercializado, garantindo autonomia financeira ao povo Xavante, que é considerado o mais carente do Estado.

Créditos: Tchelo Figueiredo/Secom-MT

O cacique Alexandre Tseretsá, liderança da comunidade da Aldeia Sangradouro, pontuou que o incentivo irá matar a fome do seu povo e trará de volta o respeito aos índios Xavante.

“O índio também precisa do plantio, pra que sua comunidade não morra de fome. Os cidadãos têm que ser iguais, é isso que queremos. Deus criou o céu e a terra para o homem trabalhar, para colher o fruto da terra, para que as criaturas vivam bem. Sou velho, tenho muita idade e conheço bem o caminho para não ter guerra, pro nosso povo viver em paz. É disso que precisamos. Podem espalhar essa mensagem por todos os lugares. Agradecemos ao Governo do Estado de Mato Grosso e pedimos que não esqueçam a nossa comunidade, porque nós somos a raiz brasileira”, afirmou.

Início da colheita de arroz na terra indígena Sangradouro
Créditos: Tchelo Figueiredo/Secom-MT

O projeto foi lançado em 2019 e prevê a disponibilização de ferramentas para que os índios produzam alimentos para subsistência e, posteriormente, para a comercialização.

“Esse é um exemplo clássico da expectativa do Governo de Mato Grosso de dar independência financeira e social para os indígenas. Aqui nós podemos ver que é possível juntar o respeito à cultura, os costumes, o meio ambiente e o desenvolvimento, para que eles possam viver com qualidade de vida dentro da sua propriedade”, destacou o superintendente de Assuntos Indígenas da Casa Civil, Agnaldo Santos.

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Claryssa Amorim - Mais Que Fato

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