Pesquisa mostra que cuiabanos controlaram mais os gastos no primeiro semestre de 2021

 Pesquisa mostra que cuiabanos controlaram mais os gastos no primeiro semestre de 2021

No primeiro semestre deste ano, os cuiabanos conseguiram controlar mais os gastos, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com o Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MT (IPF-MT), mostra que 73% das famílias na capital possuem contas parceladas, pouco mais do que o registrado em janeiro (72,7%) e inferior ao verificado em junho do ano passado (74,7%).

Já o número de famílias inadimplentes, ou seja, que atrasaram ou não pagaram as contas, o ritmo é de queda. Com relação às famílias que disseram estar com contas em atraso, o recuo observado de janeiro a junho foi de dois pontos percentuais, passando de 35,5% para 33,5%. A mesma retração é observada nas famílias que alegaram não ter condições de quitá-las, de 11,7% em janeiro para 9,7% em junho. A variação negativa é ainda maior no comparativo anual para as duas situações, atingindo, na época, 42,4%  e 17,2%, respectivamente.

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, a recuperação gradual da economia tem contribuído para os bons resultados da pesquisa. “Mesmo com os efeitos da pandemia, ao pegarmos outros indicadores, como a expectativa dos empresários em aumentar as contratações de pessoal, o recorde da balança comercial e o aumento do PIB, a recuperação da economia vai contribuir para os melhores índices de endividamento e inadimplência dos consumidores”.

De acordo com o IPF de Mato Grosso, os números do estado se assemelham à média nacional, o que reflete o bom desempenho da economia local, em expansão mesmo durante a pandemia. “Mesmo com a reabertura gradual do comércio, diversos segmentos sofreram mais com o fechamento do comércio por um longo período, como o de eventos e turismo”, explicou o diretor de pesquisas do IPF-MT, Maurício Munhoz.

O uso do cartão de crédito é tido como o principal tipo de dívida para 70% das famílias, seguido dos boletos (38,9%), situação um pouco inferior se comparado a janeiro de 2021 e a junho do ano passado. As famílias que recebem até 10 salários mínimos puxaram para baixo o uso do cartão (69,2%), enquanto às que recebem acima de 10 s.m. aumentaram o uso do cartão, totalizando 85,4%.

Com relação à parcela da renda comprometida com dívida, a pesquisa atual mostra que os cuiabanos comprometem 24,3% da renda familiar, pouco mais de 22,2% do registrado em janeiro e levemente menor dos 25,3% verificado em junho de 2020. Em ambas as datas, a situação é considerável aceitável por não ultrapassar os 30% da renda da família. (Com Fecomércio-MT)

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