MP deve encaminhar pedido de lockdown à Justiça ainda nesta quarta-feira, 24

 MP deve encaminhar pedido de lockdown à Justiça ainda nesta quarta-feira, 24

(Foto: reprodução)

O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges, admitiu que possa sair uma determinação judicial, ainda nesta quarta-feira (24), com medidas mais duras contra à Covid-19, depois da rejeição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ao projeto do Governo de antecipar os feriados e propor quarentena obrigatória de 10 dias corridos. Segundo Borges, o promotor do Ministério Público do Estado (MPMT), Alexandre Guedes, deve encaminhar ao Tribunal de Justiça pedido para novas medidas.

Segundo o governador Mauro Mendes (DEM), o projeto de um lockdown de 10 dias corridos era para evitar a propagação do vírus, já que a saúde do Estado se encontra em colapso. Nessa terça-feira (23), Mato Grosso alcançou os 100% de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ou seja, os hospitais estão abarrotados de pacientes infectados com Covid-19.

“É o que se chama de judicialização da política. O governador fez uma proposta, porque todo mundo estava falando de feriadão, mas talvez não ficou muito bem explicado. A intenção era manter os empregos e manter o ganho aos empresários. Mas também, promover uma espécie de distanciamento. Infelizmente a AL entendeu que não deveria ter adiantado os feriados. Com isso, o promotor Alexandre Guedes deve tomar medias ainda hoje”, comentou o procurador durante entrevista ao Jornal da Capital da Rádio Capital FM.

Ele afirmou que não há dúvidas de que serão propostas ao Poder Judiciário, para que o Estado tome novas medidas emergenciais mais rígidas contra a Covid-19. Segundo ele, o MP pensa em duas saídas, podendo ser feito um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou uma ação. Resta saber se o Poder Judiciário vai acatar ou não.

“O grande responsável por essa balburdia, por esse caos, essa mortandade é o nosso presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. No ano passado ele brincou com a pandemia, os Ministérios da Saúde e Relações Exteriores não buscaram as vacinas. Em dezembro a Pfizer ofereceu 70 milhões de doses que daria para vacinar os idosos e a população de risco com comorbidade. E o Governo não fez isso. Então o grande responsável é o nosso presidente da República”, disse.

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Claryssa Amorim - Mais Que Fato

http://www.maisquefato.com.br

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