Visitar recém-nascidos em época de pandemia exige cuidados redobrados

 Visitar recém-nascidos em época de pandemia exige cuidados redobrados

(Foto: reprodução/assessoria Femina)

A pandemia da Covid-19 trouxe uma reflexão maior quanto às visitas aos recém-nascidos. Se em uma situação de normalidade o contato com ambientes externos e pessoas que não fazem parte do núcleo familiar já exigia um cuidado maior, principalmente no primeiro bimestre de vida da criança, neste momento pandêmico os cuidados devem ser reforçados.
Segundo a infectologista do Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital e Maternidade Femina, Kadja Samara Sousa do Nascimento Leite, o ideal é evitar as visitas, já que tanto a mãe quanto o bebê estão expostos ao risco de contágio pela Covid-19, visto o sistema imunológico mais frágil de ambos.
“No período pós-parto a mãe está mais frágil, imunossuprimida, e o bebê também pela sua prematuridade ou imaturidade do sistema imunológico, então existe sim um risco de infecção, e todos os cuidados devem ser redobrados”, orienta a infectologista.
Ela afirma que ocorreram casos em que o recém-nascido nasceu sem complicações e a mãe não tinha Covid-19, mas que o bebê adquiriu a doença logo nos primeiros dias de vida.
“O risco de transmissão existe e os cuidados devem ser redobrados, como higiene de mãos e uso de máscara. Além disso, pessoas que estiverem doentes ou não se sentindo bem não devem visitar como segurança para toda a família. Muitas vezes temos avós, tios, outros familiares, todos querem pegar o bebê, mas as pessoas têm que entender que não é o momento”, frisa.
Entretanto, se a visita não puder ser evitada, alguns protocolos de higiene devem ser seguidos à risca, como manter distanciamento mínimo de 1,5 metros do recém-nascido, lavar as mãos ou higienizá-las com álcool gel e usar máscara em tempo integral.
Grávida e Covid
Em caso de a gestante estar infectada com a Covid-19, a médica explica que o risco de evolução para casos graves é de 1% a 5%, sendo um risco maior de transmissão para o bebê no terceiro trimestre.
“Se a gestante está doente próximo ao parto, o risco de transmissão para o bebê pode ser transplacentário, ou seja, naqueles últimos dias antes do parto. A transmissão pode ser durante o parto ou na amamentação, caso a mãe ainda esteja naquele período de doença e não houve remissão dos sintomas ou não se passaram 10 dias do início dos sintomas”, observa a médica.
Logo após o nascimento do bebê, se a mãe apresentar doença ativa, o manejo do recém-nascido deve ser restrito. “A mãe deve manter distância de pelo menos um metro do bebê, o ideal é que outras pessoas prestem os cuidados para diminuir o contato dela com a criança. Na hora da amamentação, ela deve higienizar as mãos com água e sabão ou álcool e utilizar máscara”, reitera a infectologista.
Em relação ao acompanhante na maternidade, a médica sugere que não seja uma pessoa do grupo de risco e enfatiza que o ajudante não esteja doente. “É importante que esse acompanhante também use máscara o tempo todo que estiver na maternidade”, pontua.
Medidas de Biossegurança
O infectologista Abdon Karhawi, também atuante no Hospital e Maternidade Femina, salienta que apesar do alto risco de contágio da Covid-19, nas unidades de saúde, as maternidades estão preparadas para receber as pacientes, com todas as medidas de biossegurança exigidas, limitando o número de visitas.
“Os ambientes hospitalares estão preparados para essa situação de pandemia, seguimos as orientações de respeitar o distanciamento entre as pessoas, exigimos o uso constante de máscara e disponibilizamos álcool gel, além de outras medidas importantes”, conclui o infectologista.
(Com assessoria)
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