Justiça determina transferência de recém-nascido com má formação congênita; Defensoria conseguiu liminar

 Justiça determina transferência de recém-nascido com má formação congênita; Defensoria conseguiu liminar

(Foto: divulgação)

O recém-nascido I. A. de S., dois dias, corre risco de não sobreviver caso não seja submetido a uma cirurgia de emergência nas próximas horas. Ele nasceu às 23h de sábado (13), em Primavera do Leste, com uma má formação congênita que o impede de respirar normalmente.  No mesmo dia em que nasceu, a Defensoria Pública de Mato Grosso já conseguiu uma liminar na Justiça para que a criança fosse transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. No domingo (14), a vaga foi disponibilizada.

O defensor público que entrou com o pedido liminar, Rafael Cardoso, explica que o caso de bebê é de extrema urgência e que conseguiu liminar favorável do juiz plantonista, Moacir Tortato, para que a criança fosse transferida para uma UTI Neonatal. Ele informa que o laudo médico anexado ao processo indicava que a cirurgia deveria ser feita em 24h, após o nascimento do bebê.

I. e sua mãe, Karolaine Souza, 21 anos, aguardavam a vaga internados no Hospital e Maternidade São Lucas. Ele é mantido vivo com respiração mecânica. A família lutou contra o tempo e com a ajuda da Defensoria Pública, que manteve contato direto com a Secretaria de Saúde do Município para viabilizar a vaga, recebeu a notícia do leito com alívio, no início da noite de domingo.

“Após manter contato com a secretária municipal de Saúde e depois de ver o empenho dela em conseguir a UTI, recebemos a informação de que o bebê irá para a Santa Casa de Rondonópolis, onde receberá o tratamento necessário”, informou o defensor.

A avó de I., Lucy de Souza, explica que o parto do neto foi complicado. “Minha nora precisou de uma cesária depois que perceberam que a frequência cardíaca do bebê estava diminuindo, ele passou a ter risco de morte. Ele respira com muita dificuldade e diante disso, fizeram exames e constataram que ele nasceu com uma má formação do diafragma que fez o intestino ficar em cima do pulmão, impedindo a respiração normal”.

O diagnóstico de I. A. de S. é de hérnia diafragmática congênita, que faz com que o conteúdo do abdome (alças intestinais) invadam o tórax e impeçam o pulmão de se expandir. Isso ocorre porque o músculo diafragma, responsável por separar o conteúdo abdominal do conteúdo torácico, não se formou completamente.

A cirurgia ainda não tem hora marcada, mas todos os procedimentos para a transferência e realização do procedimento já estão em andamento, informa aliviado o defensor.

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