Após discurso falacioso, Bolsonaro corta recursos do Meio Ambiente

 Após discurso falacioso, Bolsonaro corta recursos do Meio Ambiente

(FILES) In this file photo taken on September 22, 2017 Aerial view of deforestation in the Western Amazon region of Brazil. – Brazilian far-right presidential candidate Jair Bolsonaro’s declarations on the environment are a source of deep concern among activists who fear that the Amazonia, the “lung of the planet,” will be sacrificed for the interests of agribusiness. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)

Um dia depois de se comprometer em aumentar a fiscalização ambiental durante discurso na Cúpula dos Líderes sobre o Clima, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou o Orçamento de 2021 com um corte de cerca de R$ 240 milhões no Ministério do Meio Ambiente. Essa redução chega a ser mais do que o dobro do que interlocutores do presidente estimavam para o incremento nos repasses às ações de fiscalização prometido. Algo em torno dos R$ 115 milhões.

Desse total, R$ 5,2 milhões foram retirados dos programas sobre mudanças climáticas. Além disso, R$ 6 milhões correspondem a cortes no programa de prevenção e controle de incêndios florestais nas áreas federais prioritárias. O maior corte ficou concentrado em recursos para planejamento e ações para melhoria da qualidade ambiental urbana. Um total de R$ 200 milhões.

Molon critica cortes no Meio Ambiente

Logo após o anúncio dos cortes no orçamento para o Meio Ambiente, o líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), usou as redes sociais para criticar a medida. “No discurso da Cúpula do Clima, Bolsonaro prometeu dobrar os repasses para as áreas de fiscalização ambiental”, comentou. Na prática, porém, o chefe do Executivo tirou R$ 240 milhões dos recursos para a área.

Essa tesourada na pasta do Meio Ambiente faz com que, para cumprir a promessa de aumento nos recursos destinados à fiscalização ambiental seja necessário remanejar verba de outras áreas. A previsão orçamentária, no entanto, está no teto dos gastos, o que impede o crescimento de despesas acima da inflação.

Sem recursos para o Censo

O orçamento sancionado pelo presidente também deixou de fora recursos para realização do Censo 2021. A verba destinada para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) caiu de uma previsão de R$ 2 bilhões para R$ 53 milhões, tornando inviável a realização da pesquisa. Molon também protestou contra a decisão.

Também sofreram cortes outros ministérios, inclusive o da Saúde que teve vetado R$ 2,2 bilhões. Já no para o Ministério da Educação a redução foi de R$ 2,7 bilhões.

(Por: Júlia Schiaffarino, do Socialismo Criativo – com informações da Folha de S.Paulo e do Estado de S.Paulo)

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