Setembro Amarelo: A relação entre saúde mental e audição

 Setembro Amarelo: A relação entre saúde mental e audição

O mês de setembro é dedicado à visibilidade e conscientização da saúde mental, depressão e prevenção de suicídio.

É importante entender que este tema é algo sério e precisa ser discutido entre familiares e amigos, especialmente durante o período de isolamento e todas as consequências da pandemia.

Um estudo da Universidade Johns Hopkins (EUA), ao comparar indivíduos com perda auditiva e outros com audição normal, identificou que aquelas com perda auditiva não tratada apresentam 50% mais risco de desenvolver demência e 40% mais risco de entrar em depressão.

Para se obter a redução da progressão da demência quando há a perda auditiva associada, a reabilitação auditiva é uma das formas com bastante eficácia comprovada. Assim, os pacientes passam a ter maior autonomia, se facilita o interesse por situações de comunicação, participação em jogos que estimulam a memória, enfim, “devolver” o paciente para um mundo mais real , para que não haja uma maior degradação sensorial e consequentemente um prejuízo cognitivo irreversível.

Pacientes com esses comprometimentos devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar envolvendo o neurologista, geriatra, otorrinolaringologista, oftalmologista e fonoaudióloga especialista em audiologia e testes de declínio da idade como visão, destreza manual, audição entre outros devem fazer parte da rotina de qualquer pessoa a partir dos 60 anos de idade.

A Perda Auditiva Relacionada a Idade (PARE) não para, não estaciona, está sempre evoluindo. O seu declínio já é esperado, porém, os “estragos” de uma perda auditiva não tratada podem ser totalmente desastrosos ao paciente ( como depressão, interferência na sanidade mental e até suicídio). A família do paciente e as pessoas que o rodeiam também compartilham deste sofrimento deste paciente, pois todo o ritmo habitual do lar é modificado, levando até a discórdias.

E tudo isso, pode ser minimizado com o uso de aparelhos auditivos bem adaptados. Lembrando que, quanto mais cedo o diagnóstico e as medidas intervencionistas  forem tomadas, maiores serão as chances de sucesso neste processo de reabilitação.

Cuide da sua saúde e de quem você ama!

Vanessa Moraes – Fonoaudióloga Especialista em Audiologia – @fonovanessacmoraes

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