Investigação da Operação Bereu vai apurar lavagem de dinheiro praticada por organização criminosa

 Investigação da Operação Bereu vai apurar lavagem de dinheiro praticada por organização criminosa

(Foto por: PJC-MT)

A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), segue agora para a segunda parte das investigações decorrentes da Operação Bereu, deflagrada em Cuiabá, e vai apurar o crime de lavagem de dinheiro e identificar a participação de outros integrantes na organização criminosa, liderada por um preso da maior penitenciária do estado. Dos 25 mandados de prisões preventivas, 19 foram cumpridos nesta quarta-feira (10) em Cuiabá e Várzea Grande, além de outras 27 ordens de busca e apreensão.

Os alvos investigados pela polícia é uma organização criminosa que agia na região do bairro Tijucal, em Cuiabá, exigindo o pagamento de taxas a moradores daquela região para que estes fossem ‘protegidos’, além de taxas cobradas para que “bocas de fumo” pudessem funcionar no bairro.

Durante o cumprimento das ordens judiciais efetuadas por 108 policiais civis foram apreendidos um veículo, arma, ouro, aparelhos celulares, entorpecentes e R$ 4 mil em espécie.

O inquérito instaurado pela Polícia Civil comprovou, até o momento, que pelo menos 20 pessoas foram cadastradas para participarem da organização criminosa no Tijucal e destas pessoas eram cobradas taxas para integrar o grupo.

O delegado Gustavo Belão, que conduz a investigação, pontua que dois criminosos foram identificados como os braços diretos do líder do grupo. “Após analisar cartas interceptadas pela GCCO, foram identificadas a exigência da cobrança de taxas a integrantes do grupo criminoso. Em caso de inadimplência, eram aplicadas sanções, como agressões físicas, conhecidos como ‘salves’, crime de tortura”, esclareceu o delegado.

A operação contou com a participação das equipes da GCCO e de outras unidades da Diretoria de Atividades Especiais (GOE, Polinter, DRE, Defaz, Dema e Deccor), além da Diretoria Metropolitana (delegacias das regionais de Cuiabá e de Várzea Grande) e apoio das Diretorias de Inteligência e de Execuções Estratégicas da Polícia Civil e da Secretaria Adjunta do Sistema Penitenciário.

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Claryssa Amorim - Mais Que Fato

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