Mãe adotiva de menina morta por maus tratos revela que criança apanhava de ‘corda’ e passava fome

 Mãe adotiva de menina morta por maus tratos revela que criança apanhava de ‘corda’ e passava fome

Foto: Divulgação/Internet

Em depoimento a Polícia Civil, Aneuza Pinto Ponoceno, mãe adotiva da pequena Maria Vitória Lopes dos Santos, 2 anos e 7 meses, que morreu na segunda-feira (08) no Pronto-Socorro de Várzea Grande, após ser vítima de maus-tratos, revelou que a criança era torturada e impedida de comer. Aneuza e seu marido Francisco Lopes da Silva estão presos por serem os responsáveis pela morte da criança. O crime aconteceu em Poconé (a 104 km de Cuiabá).

Aneuza e Francisco eram tios e pais adotivos de Maria Vitória. Para os policiais, Aneuza detalhou que a menor ainda era obrigada a ‘desfilar’ nua e rebolar para satisfazer os desejos de Francisco. A mulher também revelou que a criança era estuprada pelo menos duas vezes na semana, onde ela chorava de dor e gritava: “Não, não, dói, dói”.

Ainda de acordo com o depoimento, a mulher teria admitido que observava que o ânus da criança estava bastante machucado e alargado. Além disso, após os estupros, era encontrado sangue na frauda da menina. Os policiais também tiveram acesso aos celulares de Aneuza e Francisco, onde encontraram vídeos que demonstraram a tortura sofrida pela criança.

Conforme o delegado responsável pelo caso  Maurício Maciel, o casal responderá pelos crimes de homicídio qualificado, maus tratos, estupro de vulnerável e tortura.

Entenda o caso

A criança deu entrada na Unidade Pronto-atendimento de Poconé na última quinta-feira (04), vítima de maus tratos e lesão corporal e, diante da gravidade foi transferida ao Pronto-socorro de Várzea Grande, onde teve o óbito confirmado no início da manhã desta segunda-feira (8). O corpo foi liberado pela equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

O casal, que detinha a guarda provisória da criança, foi preso em flagrante no dia 04 de novembro, após comparecer à delegacia. A Polícia Civil foi acionada pelo Conselho Tutelar de Poconé depois que a criança foi levada a uma unidade de pronto-atendimento da cidade pela tia, com diversas lesões. A mulher relatou que encontrou a criança desacordada ao lado da cama. Por volta das 06h30 da quinta-feira, ela deu banho na menina e a levou para UPA, onde a menor foi entubada.

Um laudo médico apontou que a criança tinha fraturas cranianas, estado não compatível com a situação descrita pela sua responsável legal, que a levou ao hospital. Além disso, ela apresentava lesões por maus-tratos, abuso sexual, traumatismo craniano grave e suspeita de morte encefálica.

Conforme a investigação casal estava morando em um sítio com a criança, na região rural de Poconé. A equipe do Conselho Tutelar do município, que estava acompanhando a situação, procurou a delegacia após receber o laudo médico. Os responsáveis pela criança foram até a unidade policial para serem ouvidos, quando receberam voz de prisão pelos crimes de lesão corporal grave, maus tratos e ameaça.

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