Mendes descarta VLT e anuncia novo modal para Cuiabá e Várzea Grande

 Mendes descarta VLT e anuncia novo modal para Cuiabá e Várzea Grande

(Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT)

O governador Mauro Mendes (DEM) bateu o martelo e decidiu desistir da obra do modal de transporte intermunicipal Veículo Leve Sobre Trilho, o famoso VLT, parado há 06 anos por diversos problemas. Agora, será implantado como novo modal entre Cuiabá e Várzea Grande o BRT.

Segundo Mendes, o valor da passagem ficará em torno de R$ 3,04, porém deve haver ainda um estudo de cálculo com a Prefeitura de Cuiabá para incluir um valor de integração, caso o passageiro precise pegar um ônibus circular.

“Depois de muito estudo, questões técnicas, a melhor solução para dar o fim para esse pesadelo é mudar o modal de VLT para o BRT e acabar com a obra parada”, esclareceu Mendes durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (21), no Palácio Paiaguás.

O estudo para a implantação do novo modal rendeu 1,4 mil páginas e vinha sendo discutida, desde 2019, pela Comissão de Mobilidade Urbana do Governo Federal.

Segundo o governador, a compra dos 40 vagões pela gestão de Silval Barbosa foi desnecessária e que não escolheram o BRT com um único intuito: “pagamento de propina”.

“Foram comprados 11 VLT’s a mais do que precisaria para rodar. Ficariam 11 parados, porque não existe necessidade de ficar rodando, mesmo no horário de pico, não precisa dos 40. (…) O BRT tem mais pontos positivos do que o VLT. O VLT tem que obrigatoriamente parar em todas as estações, mesmo que não vá subir ou descer alguém. O BRT não precisa, ele tem essa liberdade. O VLT não pode, por exemplo, deixar ambulância passar, o BRT, tem essa liberdade, etc.”, disse.

Segundo Mendes, o modal BRT ainda tem outros pontos positivos, como pegar mais passageiros do que o VLT e o impacto do trânsito é menor: “BRT agride menos”.

Por fim, ele disse que o VLT tem um imbróglio jurídico e por isso complica a conclusão das obras, que já são oito ações nas justiças estadual e federal, e caso fosse decidido continuar com esse modal, teria que primeiro destravar juridicamente o processo.

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