Petista tenta impedir troca de material enviado pelo Bolsonaro por compra de apostilas pedagógicas

 Petista tenta impedir troca de material enviado pelo Bolsonaro por compra de apostilas pedagógicas

(Foto: JL Siqueira/ALMT)

O presidente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Valdir Barranco (PT), se reuniu nesta terça-feira (15) com o promotor Miguel Slhessarenko Júnior para pedir apoio à 8ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá no sentido de tentar barrar o Governo do Estado na compra de apostilas pedagógicas.

Barranco pediu ao promotor a criação de uma equipe pedagógica multidisciplinar para avalizar e comparar os conteúdos dos livros distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) com as apostilas que o Governo do Estado quer adquirir. O governador Mauro Mendes (DEM), pretende trocar o material distribuído gratuitamente pelo MEC por apostilas que custarão o montante de R$ 179 milhões ao Estado.

Para o parlamentar, que entregou exemplares dos livros ao promotor, o governo estaria desvalorizando um material de qualidade pedagógica comprovada para aquisição de outro material que precisa ser avaliado antes que o estado tenha despesas extras desnecessárias.

“Gostaria que estes profissionais designados pelo MPE pudessem produzir um relatório apontando as diferenças entre os materiais e se tais apostilas trazem mais qualidade didático-pedagógica para o ensino aprendizagem destes alunos que justifique o descarte dos livros que são doados e já estão à disposição do estado. Há justificativa para se gastar milhões na compra destas novas apostilas?” indagou o deputado.

Na última sexta-feira (11), o deputado Lúdio Cabral (PT), também declarou que é contra a aquisição e a troca do material, e entrou com ação judicial para anular a licitação de R$ 170 milhões, que terceiriza o fornecimento de material didático a alunos da rede estadual de ensino e a qualificação dos professores.

Lúdio destacou a gravidade de trocar o material didático fornecido gratuitamente pelo Ministério da Educação, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), uma política pública de qualidade consolidada há décadas, por apostilas a serem produzidas por uma empresa vencedora da licitação.

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