Baiano vem ao Pantanal e cria estratégia junto a ONGs e Bombeiros para salvar o bioma

 Baiano vem ao Pantanal e cria estratégia junto a ONGs e Bombeiros para salvar o bioma

(Foto: reprodução)

Há nove dias o empreendedor social da Bahia, Nélio Chagas, chegou a Mato Grosso com um único objetivo: ajudar a salvar o Pantanal. Defensor da natureza e dos animais, Chagas contou que veio até o Estado para ver de perto o prejuízo que as queimadas têm causado e tentar ajudar de alguma forma no combate aos incêndios.

O empreendedor social, que apoia diversas causas e ONGs espalhadas pelo Brasil e até na África, disse que as constantes queimadas no Pantanal mato-grossense o comoveram muito, então resolveu vir a Mato Grosso para ajudar a salvar os animais, auxiliar as comunidades que têm sido afetadas e criar estratégias para evitar futuros incêndios.

Foi quando ele conheceu o projeto “SOS Pantanal”, uma organização não-governamental privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos. O instituto foi lançado em julho de 2009 com a missão de informar e promover o diálogo para um Pantanal sustentável.

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(Foto: reprodução)

“Vim tentar entender a problemática do Pantanal, que particularmente, eu não conhecia. Quando iniciaram as queimadas no Pantanal, eu decidi vir como voluntário, não representando os movimentos de que faço parte e tentar saber se as minhas expertizes de crise voluntária poderiam ajudar”, comentou.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram mais de 1.740.000 hectares queimados até o dia 13 de setembro, o equivalente a 20% da área total do Pantanal.

O Governo de Mato Grosso decretou estado de emergência, permitindo maior apoio aos procedimentos para combater as queimadas, inclusive as Forças Armadas do Brasil foram acionadas para ajudar.

Chagas explicou que, em uma crise, seja qual ela for, é preciso articulação e capitação de recursos. Foi quando ele percebeu que poderia contribuir dessa forma, segundo ele.

Ele conheceu várias ONGs em Mato Grosso e começou a analisar de que forma poderia ajudar. Além de ter conversado também com autoridades do Corpo de Bombeiros e tentar entender como está sendo feito o combate.

“Eu precisava primeiro analisar e saber o que estava acontecendo, como estava sendo realizado o combate, porque estava acontecendo isso, para então, eu saber como poderia contribuir. Conversei com os embaixadores do SOS Pantanal e percebemos que precisávamos unir forças com outras ONGs e até os Bombeiros”, ressaltou.

Quando resolveram criar o “União Pantanal”, um movimento da sociedade civil, sem qualquer tipo de vínculo com o Governo. Segundo Chagas, o movimento foi criado da seguinte maneira: curto, médio e longo prazo. Em curto prazo o movimento vai apoiar quem já está à frente do combate ao salvamento de animais e o fogo, fornecendo suprimentos e carro-pipa com água.

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(Foto: reprodução)

Em médio prazo vem uma ajuda comunitária, com o objetivo de equipar 50 brigadas comunitárias. Os projetos das brigadas foram montadas em apoio ao Corpo de Bombeiros. Segundo ele, essa medida já servirá para o ano que vem, evitando futuras queimadas e a não deixar que os incêndios tomem as mesmas proporções deste ano.

Já o planejamento em longo prazo ficou estabelecido a educação ambiental, que vai ser iniciada junto com a entrega das brigadas.

“A gente pensa que a educação ambiental é que de fato vai resolver o problema dos incêndios, da preservação do bioma pantanal, que é muito importante para o Brasil e para o mundo”, explicou.

Para aqueles que quiserem fazer alguma doação ou até mesmo se voluntariar para ajudar a salvar o Pantanal mato-grossense, basta acessar o Instagram do SOS Pantanal, clicando aqui. Lá você encontra o contato e o e-mail para mais informações.

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(Foto: Frico Guimarães)
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