Dia das Mulheres da AL Social será com vídeos-homenagens exibidos pela TVAL

 Dia das Mulheres da AL Social será com vídeos-homenagens exibidos pela TVAL

Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

Projeto Mulheres de (re)Existência prevê leitura poética por meio de fotos e crônicas transformadas em vídeo


 

Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

As mulheres são muitas, são diversas, são também fruto da construção de muitas outras mulheres. Para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Assembleia Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) está homenageando todas por meio das histórias de seis representantes de comunidades tradicionais da Grande Cuiabá, com vídeos exibidos pela TV Assembleia e disponibilizados nas redes sociais.

O Projeto Mulheres de (re)Existência, de iniciativa da diretora da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira, e da fotógrafa da unidade, Karen Malagoli, busca, por meio da poesia (no sentido amplo da palavra), registrar o olhar das personagens e contar um pouco da história delas, com crônicas e fotos.

Para este Dia das Mulheres, as produções foram transformadas pelo cineasta Luiz Marchetti, também da equipe AL Social, em seis vídeos, com narração da cantora Estela Ceregatti e da poeta Luciene Carvalho.

Entre as seis personagens do projeto, há quilombola, indígena, mulher do campo, pantaneira. Há também a mulher mais velha moradora de Cuiabá, Maria Elisa Conceição, 111 anos de histórias e ensinamentos.

A proposta, segundo Daniella Paula, é narrar histórias de mulheres-bases das demais na sociedade. “São mulheres que têm esse registro de sustentação”, sintetiza.

Um trecho do projeto reflete: “Quantas mulheres existem resistindo? E são essas que sustentam todo um colossal social, psíquico e humano de toda uma sociedade”. E destaca o objetivo de “ecoar as raízes fecundas dessas mulheres, dando imagem e narrativas a partir da poiesis de seis protagonistas do ato de existir”.

 

Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

A ideia é ampliar o projeto para 12 entrevistadas e fotografadas e promover uma exposição das fotografias com trechos das crônicas. Está previsto também um livro com o conteúdo, físico e virtual.

Neste momento de agravamento da pandemia, foi necessário pensar formas de homenagear a data, respeitando o necessário distanciamento. “A gente propôs que fossem exibidos como vídeos na TVAL, para que a gente conseguisse alcançar um público maior”, explica Dani Paula.

Sobre o processo criativo, Daniella citou Silviane Ramos Lopes da Silva, quilombola da Comunidade Porto Calvário, de Vila Bela da Santíssima Trindade, doutoranda em Sociologia e várias outras facetas elencadas na crônica. “Sil é uma mulher muito forte. Ela não estava escalada, mas a gente sentou com ela enquanto a mãe dela [Maria das Dores, outra personagem] se arrumava e foi impossível não contar a história dela, que já venceu três cânceres e ainda se propõe a ‘suavizar caminhos’”.

Os vídeos de Luiz Marchetti já estão sendo exibidos em horários diversos na TVAL e serão inseridos aos poucos, pelo mês de março, nas redes sociais da Assembleia Social no Facebook e no Instagram (@assembleiasocial).

Além de dona Maria Elisa, de Silviane e de Maria das Dores Ramos Lopes da Silva – quituteira da festa de Vila Bela da Santíssima Trindade, compõem esta primeira fase do projeto a indígena da etnia Kurâ Bakairi e advogada Eliane Xunakalo (ora em Várzea Grande, ora na aldeia); Laura Ferreira da Silva, quilombola, artesã e militante da causa negra; e Francileia Paula de Castro, a Fran, também quilombola, pantaneira, agricultora, agrônoma, mestra em agroecologia e militante social.

 

Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

Para não estragar a surpresa, segue apenas o comecinho de uma das crônicas de Daniella Paula:

Quando a delicadeza faz morada em um sorriso, a gente quer logo habitar. Em Maria das Dores, temos vontade de morar. Fazer ninho. Ficar quietinha em noites de trovão e fazer gargalhada em dias ensolarados.

Mulher pequena, franzina até pouco (“agora que tô ganhando corpo” – exclama), que faz caber todo mundo dentro, desde o primeiro olhar. Tão miúda que o apelido desde sempre é “Cotinha”. Acredito que não seja só pela estatura, mas pela graça singela de ser, pela agilidade de passarinho, por mover os pés como quem faz samba delicado.

PRISCILA MENDES / Assembleia Social

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